sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Vestigios arqueológicos no termo de Gondesende

“…Gondesende (Gondizindi, Gondezindy e Gondesindi nas inquirições dos anos de 1258). É nome próprio de homem e aparece com as seguintes variações: Gondezendo, Gondezendi, Gondezendizi, Gundezendizi, Gundesendo e Gundesendiz …”

“…O castro de Samil – diz Lopo – fica a cavaleiro da povoação, três quilómetros e meio de Bragança. É do tipo do Lombeiro de Maquieiros, no termo de Gondesende, de traçado circular, com quatrocentos metros de circuito proximadamente, distinguindo-se claramente os vestígios de muralha de pedra solta, assente, de onde a onde, em grandes fragas, cercado de fosso. No espólio encontram-se pedaços de granito lavrado, de telha, de louça grosseira e de pedras polidas, presumivelmente fragmentos de machados, martelos e pisadores….”


“…No termo de Gondesende, concelho de Bragança, dois quilómetros a poente do povo, na margem do rio Baceiro, em o sítio chamado Lombeiro de Maquieiros, próximo e à mão direita do caminho que, da ponte e do moinho de Maquieiros, que lhe fica perto, segue para Soeira, estão gravados num rochedo de xisto os sinais da fig. …” ; “… As insculturas ficam na encosta de um cabeço talhado a prumo na rocha pelo lado sul, dando apenas acesso pelo poente. No planalto da encosta há vestígios de fortificações – muros de pedra solta, fossos – e aparecem pedaços de granito aparelhado, mós manuárias, cerâmica, e o mais como nos castros. No recinto fortificado divisa-se ainda um ponto mais elevado, que corresponderia à torre de menagem. Diz o povo que há mais rochedos insculturados, mas não conseguimos encontrá-los, e provavelmente são as marcações da marra do Cousso, …”

"Memórias arqueológico-históricas do distrito de Bragança”; Francisco Manuel Alves, Abade de Baçal, Tomo X.

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